Saiba qual o destino de carnes apreendidas e impróprias para o consumo

Muitos questionamentos são realizados toda vez que carnes são apreendidas, pela Vigilância Sanitária, oriundas do crime de abigeato ou por estarem impróprias para consumo.

No sábado(2), uma quantidade expressiva de carne imprópria para consumo foi apreendida pela PRF de Alegrete, após uma abordagem na estrada dos Pinheiros. Depois de ser encaminhado à DP, as carnes e linguiças foram enviadas à Vigilância Sanitária. A reportagem conversou com o médico Veterinário da Vigilância Sanitária, Carlos Humberto da Conceição, para saber como é feito o descarte do material.

Já havia sido anunciado que uma empresa chamada Faros faz a coleta dos produtos cárneos no município. Conforme Carlos Humberto, há cerca de quatro anos o descarte era feito no aterro sanitário. Porém, foi constatado que muitas pessoas invadiam o local para desenterrar a carne. O risco de contaminação é muito grande, quando produtos cárneos são transportados ou refrigerados de forma inapropriada  e, sem procedência, as chances de um bactéria se instalar são muito altas. Essa situação é um caso de saúde pública e muitas pessoas não têm conhecimento dos riscos e perigos.

O veterinário comentou que uma das maiores apreensões realizadas foi três anos atrás, mais de uma tonelada de carnes impróprias para consumo numa rede de supermercados. O convênio realizado com a Prefeitura Municipal e a empresa Faros, disponibiliza um descarte legal de todo material apreendido. Quanto  à apreensão de biscoitos e produtos lácteos, o descarte permanece no aterro sanitário.

Conheça um pouco mais sobre a Faros, as informações foram repassadas pelo engenheiro ambiental Freddy Kaufmann.

A empresa coleta materiais orgânicos oriundos de frigoríficos, açougues e mercados, através de caminhões  projetados para esta finalidade. A coleta é realizada em todos o estado no RS. Os materiais são processados nas indústrias, sendo a Faros a maior delas (situada em Cruzeiro do Sul/RS). Os resíduos passam por um processo industrial e são transformados em farinhas de diversos tipos de acordo com a matéria prima, que posteriormente são utilizadas para a fabricação de rações. Já a gordura extraída do material é utilizada para a fabricação de biodiesel.

“Também recebemos algumas cargas de apreensão como forma de dar um destino adequado aos resíduos apreendidos, ajudando os órgãos de vigilância e principalmente o meio ambiente. Pode-se entender que nosso processo faz um tipo de reciclagem verde, pois coletamos resíduos que antigamente seriam descartados na natureza e damos um fim nobre nele, transformando num novo produto respeitando todas normas ambientais vigentes.” – esclareceu.

A coleta dos estabelecimentos envolve cadastro dos mesmos, contrato de coleta, bem como uma programação de coleta nos estabelecimentos. Não há contrapartida dos municípios, recebemos os materiais mantendo uma parceria, cumprindo assim um importante papel sócio ambiental. Algumas apreensões são enviadas diretamente pelos próprios veículos da vigilância que fizeram a apreensão.

Flaviane Favero

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