Tela no pátio do Presídio pode acabar com os “arremessos” de armas e drogas

“Posso até  colocar um agente fazer ronda. Mesmo assim  eles vão dar um jeito de jogar objetos para o pátio do Presídio. A nossa localização facilita a ação dos comparsas de quem está lá dentro, e isso está virando rotina- destaca a administradora do PEAL, Lessandra Garcia.

O assunto está ssempre em pauta. Arremesso de “encomendas” realizados periodicamente para o pátio da Casa prisional durante o banho de sol. Muitos são interceptados pela Brigada Militar que na grande maioria consegue identificar e prender o autor, muitos são apenados do regime semiaberto e outros são flagrados pelos agentes da Susepe.

Isso tudo assusta e tráz um clima de apreensão pela quantidade de drogas, celulares, chips e armas, que têm sido identificados em pacotes.

Com isso, Lessandra argumentou que ainda no mês de junho, à época Silvia Raquel como administradora, estudou junto aos engenheiros da Susepe um projeto para que fosse colocada uma tela sobre o pátio. Como não pode mexer na estrutura do prédio, essa tela que tem como objetivo conter os arremessos vai cobrir toda a superfície do pátio. “Todos os arremessos ficariam na tela, vejo essa como uma das opções mais rápidas para conseguir deter essa incidência” – destacou.

A administradora informou que o projeto foi aprovado pelos engenheiros da Susepe e foi encaminhado ao judiciário. “Estamos dependendo somente da liberação do judiciário para que seja colocado em prática. Enquanto isso, todos os dias observamos a falta de receio dos autores em jogar pacotes. Eles passam de bicicleta, entram pelo parque, de moto, de tele moto, a pé, enfim, é um problema muito sério no momento. Buscamos coibir junto à Brigada Militar essas ações, diariamente.” – conclui.

Atualmente a lotação do Presídio é de 213 detentos, e mais 60 em Uruguaiana e 10 em Dom Pedrito em sistema de rodízio. No total de 283.

A capacidade da Casa prisional é de 81 apenados.

Em agosto, um apontamento da central de licitação do Estado, a CELIC, de que  o orçamento da empresa Tarek Construções e Incorporações, que ganhou a licitação não se enquadra no edital para fazer a obra do presídio, fez o processo voltar à estaca zero.

A Controladoria Geral do Estado, através da CELIC, central de licitações alega que o faturamento da empresa está abaixo do valor para fazer uma obra orçada em 16 milhões, como a do presídio de Alegrete.

O dono da empresa que já realiza obras em Alegrete, entrou com recurso alegando que a construtora tem condições de assumir a obra. Porém, a CELIC manteve a posição e o processo terá que começar tudo de novo.

 

Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Seja o primeiro a comentar

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será divulgado.


*