Texto de aluno de 11 anos sobre a greve do magistério comove a professora

O ano de 2017 foi marcado pela luta dos professores, diante das dificuldades devido ao parcelamento dos salários e uma greve que durou mais de 90 dias.

Esse “desgaste” dos docentes, se reflete também em todas as críticas que receberam pelo fato de, hoje, os alunos permanecerem em aula devido à recuperação das disciplinas. Mariana Vargas se emocionou com um texto de aluno de 11 anos, do 5° ano do ensino fundamental, da Escola Lauro Dornelles.

A professora enviou a redação do aluno e falou sobre a importância do entendimento e o quanto o aprendizado, também, é uma troca. “Me emocionei ao ler a produção textual dele, nós professores ficamos entristecidos por eles. Por saber que terão de recuperar aulas em turnos inversos devido à greve. Mas o Gabriel compreendeu nossa luta e descreveu de forma brilhante. Foi meu conforto e um presente inigualável” – falou a docente de 23 anos.

A professora que leciona todas as disciplinas, descreveu que na semana passada, durante a aula, disse aos estudantes que redigissem um texto com a temática livre. Muitos fizeram sobre futebol, passeios, natureza e amizade, porém, Gabriel a surpreendeu com contextualização, que ela julgou, singular sobre o problema que os professores passaram durante o ano.

“Ao ler, minhas esperanças foram renovadas. Sei que muitos pais não entenderam nossa luta e o quanto foi relevante a greve. Lutamos por nossos direitos, a grande maioria dos educadores não tinham condições nem ao menos de se deslocar. Mesmo sendo  incomum um professor de séries iniciais aderir a paralisação, eu decidi apoiar meus colegas. Mesmo que tenha sido parcial. Por esse motivo vamos ter aulas até dia 14 de janeiro,” – esclareceu.

Mariana relatou que Gabriel é muito observador, dedicado e fala com propriedade, além de ser muito estudioso. O diferencial foi o fato dele escolher um assunto que vivenciou e ter feito a descrição com um entendimento que até mesmo alguns docentes não tiveram ao longo do período. Ela lembrou que até mesmo, alguns professores, hostilizaram o movimento pelo fato de que mesmo em número reduzido, havia persistência e a continuidade até que a solução aconteceu depois de várias ações e reivindicações junto ao governo.

“Enquanto olhava meus alunos, penalizada por ter de fazer eles passarem pelo desgastante do vai e vem do turno inverso na recuperação da greve, eles produziam textos com temática livre. Eis que me deparo com isso – o meu melhor presente vindo de uma criança de 11 anos”.

” …aprendi que temos que lutar pelos nossos direitos….” sintetizou Gabriel Pilar mo seu texto.

Acompanhe a redação do aluno:

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