Um gesto de retidão e honestidade que serve de inspiração

Cada dia mais percebe-se a carência de atitudes positivas, empatia e solidariedade. Gestos simples e nobres, porém, surpreendem quando são compartilhados, expostos para que, além da pessoa que foi agraciada, outras também possam tomar como inspiração para tantas outras situações na vida.

Na generosidade do ser humano, a magia acontece.

Foi o que o taxista, Antônio Carlos Moraes, deixou claro ao entregar uma carteira com documentos, cartões e dinheiro. Na madrugada da última quarta-feira (22), o trabalhador que há mais de 22 anos atua no mesmo ramo, levou uma passageira da Estação Rodoviária, onde fica o ponto, até um edifício no Centro. A “corrida’ foi por volta da 1h30min.

Depois de deixar a mulher no local, ele retornou ao ponto e fez mais algumas “corridas”.

Durante a manhã, antes de ir para casa, Antônio foi limpar o táxi, algo rotineiro. Entretanto, ao passar pano no banco traseiro notou que havia uma carteira. Ele imediatamente abriu para buscar informações sobre o proprietário. O taxista verificou que havia documentos, cartão do banco com a senha, dinheiro, entre outros cartões. O trabalhador não pensou duas vezes, ligou para central e comunicou o que tinha encontrado no veículo, caso a pessoa entrasse em contato para saber informações. Na sequência, retornou ao prédio que a mulher reside, explicou a situação para o porteiro que a localizou.

Para surpresa de Antônio, até o momento da entrega, a passageira não havia percebido que tinha perdido a carteira. “Foi uma grande surpresa para ela quando entreguei tudo em suas mãos. Percebi nós olhos e nos gestos a felicidade de ter tudo novamente em sua posse, antes mesmo de dar falta. A mulher também citou o transtorno que seria ter que refazer todos os documentos, além dos cartões. Por fim, ela ofertou o valor de 50 reais como gratificação.- comentou taxista.

Antônio ressaltou que depois que chegou em casa fez uma postagem simples sobre o que havia ocorrido, mas nunca imaginou que fosse repercutir tão positivamente.

” Fiz apenas o que é certo” – sintetizou. O homem também destacou que foi muita sorte outra pessoa não ter pego, já que mais pessoas passaram pelo táxi naquela madrugada, ele atribui ao fato da cor do estofado do banco ser igual a carteira.

Saí com a alma leve, com a certeza do dever cumprido- concluiu.

 

Flaviane Antolini Favero

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