Voluntárias se deparam com acúmulo de animais sem assistência

Quatro amigas, entre elas duas veterinárias estão, neste período de enchente, desde a última sexta-feira,11, fazendo um trabalho voluntário, depois de verificar a quantidade de animais em abrigos junto com pessoas atingidas pela enchente.

Andréia Carneiro conta que devido aos carrapatos em cães, ela e mais a colega Larissa Rodrigues, as amigas Neila Werner e Mariana Pereira resolveram percorrer casas da Vila Nova, verificando se tem animais abandonados ou que necessitem assistência.

E após levar ração, dosificar e aplicar produto injetável em vários animais de rua, infestados de carrapatos, se depararam na última terça-feira,15, com uma situação preocupante na casa de uma idosa na Rua Simplício Jaques.

Ao chegar no local constataram que na casa havia uma concentração de animais. Na intenção de ajudar, ela acabava juntando e alguns procriaram no local. São mais de 20 cães, gatos e até pássaros, informou a Veterinária.

Mas, de acordo com as voluntárias, a casa não tem água e nem luz. E alguns animais como uma gata, com dois filhotes estava em uma gaiola, sem condições de amamentar. E um cão sem uma pata, dentro de um carro de mercado. E a maioria tinha carrapato.

Elas acionaram a Brigada Militar que disse não se configurar maus tratos, porque ela alimenta os bichos.

A veterinária, Andreia Carneiro, esclarece que a intenção da idosa é boa, mas a quantidade e as condições daqueles animais que estavam sem água e só tinham alimentos porque elas levaram, não é a ideal. O grupo conseguiu resgatar apenas a gata com os filhotes.

Também foi acionada a Vigilância Sanitária, devido ao risco à saúde pública, o Conselho do Idoso e o CRAS Norte, porque a casa não tem água, nem luz e mau cheiro .

Vera Soares Pedroso

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